Adolescente desaparecido é localizado em Guarulhos; caso resulta em investigação por estupro de vulnerável

Adolescente desaparecido é localizado em Guarulhos; caso resulta em investigação por estupro de vulnerável

Após oito dias de buscas e diligências, um adolescente de 13 anos que estava desaparecido desde o dia 11 de julho foi localizado no último dia 19 de julho de 2026, em uma residência no município de Guarulhos, na Grande São Paulo. O caso ganhou novos desdobramentos após o jovem prestar relatos que motivaram a instauração de investigação da Polícia Civil para apuração de possível prática do crime de estupro de vulnerável.




As investigações e buscas foram realizadas pela equipe do detetive e presidente da Associação Brasileira da Cidadania (ABC), Halviney Rocha, que passou a atuar em apoio à família na tentativa de localizar o adolescente. Segundo a entidade, Rocha coordenou diligências, reuniu informações, articulou contatos com as polícias e acompanhou pessoalmente todas as providências adotadas desde o desaparecimento até a localização do menor, permanecendo ao lado da família durante todo o atendimento policial.


O adolescente, havia se mudado há cerca de três meses para São Paulo, onde residia com sua mãe e seu padrasto. Após sua localização, em razão dos fatos relatados às autoridades e do contato realizado com seu pai biológico, foi decidido que o menor retornaria ao Estado do Rio de Janeiro para residir com o genitor e os avós paternos, em Duque de Caxias.



Segundo informações da Associação, o adolescente de 13 anos foi encontrado em uma residência no bairro Jardim Ponte Alta I, em Guarulhos. Após ser localizado, foi imediatamente conduzido ao 49º Distrito Policial de São Mateus, onde prestou declarações que deram origem ao registro de Boletim de Ocorrência para investigação de possível estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal.


Ainda de acordo com os relatos apresentados pelo adolescente à autoridade policial, os fatos investigados envolvem dois líderes religiosos vinculados a uma igreja frequentada pela família. As circunstâncias narradas estão sendo apuradas pela Polícia Civil, que instaurou investigação e requisitou exame sexológico oficial, posteriormente realizado pelo Instituto Médico Legal.


Durante todo o procedimento policial e pericial, o padrasto permaneceu ao lado do adolescente, acompanhando-o desde a localização até a realização do exame médico-legal. Conforme informado pela Associação, foi ele quem, juntamente com Halviney Rocha, conduziu o adolescente ao Instituto Médico Legal e permaneceu prestando apoio durante os procedimentos.


A Associação informou ainda que a mãe do adolescente compareceu inicialmente ao Distrito Policial, porém não acompanhou o filho durante o exame pericial em razão de compromisso particular. Essa circunstância foi registrada no relatório institucional elaborado pela entidade e integra a documentação encaminhada às autoridades competentes.


Outro fato considerado relevante para a investigação foi a entrega voluntária, pelo próprio adolescente, de seu aparelho telefônico celular. Segundo a Associação Brasileira da Cidadania, Erick afirmou que o equipamento continha conversas e outros registros relacionados aos fatos investigados. O aparelho foi preservado e apresentado à Polícia Civil para deliberação quanto à sua apreensão e realização de perícia técnica.


Após a conclusão dos primeiros procedimentos, Halviney Rocha providenciou a comunicação formal ao Ministério Público do Estado de São Paulo, encaminhando relatório institucional detalhado contendo a cronologia dos acontecimentos, as providências adotadas, os documentos produzidos e as informações consideradas relevantes para o acompanhamento do caso. O objetivo, segundo a entidade, é garantir que todos os órgãos de proteção à criança e ao adolescente tenham conhecimento integral dos fatos.


A Polícia Civil continuará conduzindo a investigação, analisando depoimentos, provas periciais e demais elementos produzidos durante a apuração. As pessoas mencionadas no procedimento permanecem na condição de investigadas, cabendo exclusivamente às autoridades competentes esclarecer os fatos e decidir sobre eventual responsabilização, assegurado o devido processo legal e a presunção de inocência.

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